quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Você conhece o Islamismo?

                                                  


Mísseis para o Irã. Contas secretas na Suíça e subornos à obscuros vendedores de armas. Alguns estudiosos dizem que o caso Irã foi mais complexo do que qualquer trama já inventada por Hollywood. As revelações da intriga internacional aterrorizaram os cidadãos americanos, bem como os experientes congressistas.

Nada pareceu mais bizarro do que aquela autoridade iraniana mostrando uma Bíblia com capa de couro, diante das câmeras. Quem poderia esquecer seu sorriso triunfante quando disse que a Bíblia tinha sido um presente do Presidente Reagan.

A principio, a Casa Branca ignorou a insinuação iraniana sobre aquela Bíblia, mas depois o porta-voz do presidente confirmou: “Em outubro de 1986, o presidente mandou a Bíblia a eles em demonstração de boa vontade.” E que, no Salão Oval, antes de autografá-la, ele escreveu o seguinte versículo do apóstolo Paulo, encontrado em Gálatas (3:8), tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: “Todas as nações serão benditas em ti.” O que o presidente quis dizer ao citar esse versículo? Ele estava lembrando aos iranianos que todos nós, como descendentes de Abraão, somos filhos de Deus. O Presidente Reagan queria, desesperadamente, atingir o coração dos líderes iranianos, devido à sua preocupação com os reféns. Os líderes teriam agido de modo diferente se pudessem prever que a iniciativa fracassaria. Mas devemos aplaudir seu desejo de alcançar o entendimento entre Muçulmanos, Cristãos e Judeus.

Embora possa parecer difícil de acreditar, as três religiões têm como ancestral o mesmo Abraão. Cada uma dessas religiões estava representada em Camp David durante as discussões de paz em 1978. O líder egípcio Sadat era Muçulmano, o primeiro ministro israelense, Begin, era Judeu, e o presidente americano Carter representava o Cristianismo. De vez em quando, em Camp David, os líderes acabavam falando sobre religião entre si. O Presidente Carter, em seu livro “The Blood of Abraham” (O Sangue de Abraão), lembra que Sadat parecia especialmente ansioso pelo diálogo espiritual. Com frequência, o líder árabe mencionou seu plano de construir uma capela no Monte Sinai para que os fiéis dos três grupos religiosos pudessem cultuar juntos. Sadat expressou alegria em que Muçulmanos, Judeus e Cristãos partilhassem do mesmo sangue de Abraão. As três religiões o reivindicam como o mesmo pai. Talvez você se surpreenda ao saber que a tolerância religiosa para Cristãos e Judeus é de fato um dos princípios básicos do Islamismo.

Maomé, o primeiro dos Muçulmanos, defendia os direitos de Cristãos e Judeus crerem tranquilamente no que desejassem. Ainda assim, pregar o evangelho em terras islâmicas sempre foi um tremendo desafio.

Maomé nasceu no final do século VI d.C., na cidade de Meca, importante centro comercial da Arábia Ocidental, que atualmente chamamos de Arábia Saudita. Aos 20 anos, ele conseguiu emprego com uma viúva rica. Pouco depois, casou-se com ela. Por volta dos 40 anos, Maomé previu que Deus o chamara para apresentar mensagem especial ao mundo. Criou um movimento religioso que foi espalhado pelas espadas dos árabes por todo o Oriente Médio e Europa.

De fato, milhares de Cristãos se tornaram Muçulmanos da noite para o dia. O Islamismo se espalhou pelo norte até os Alpes, mantendo-se firme na Suíça até o século X. Na verdade, se os exércitos árabes não tivessem sido derrotados na Batalha de Tours, por Charles Martel, em 732, toda a Europa provavelmente teria se tornado Muçulmana.

Hoje, existem quase 950 milhões de Muçulmanos em mais de 75 países, inclusive em todas as nações que cercam Israel. Muitos Muçulmanos jamais saem de casa sem suas Escrituras, o Alcorão. Os Muçulmanos adoram Alá como o único deus e veneram Maomé como seu profeta. Eles se inclinam juntos em oração cinco vezes ao dia. Jejuam entre o alvorecer e o pôr-do-sol durante um mês a cada ano, abominam o jogo, as bebidas e a carne de porco. Sem dúvida, os Muçulmanos levam a sua religião a sério até demais. Na verdade, a palavra “islã” quer dizer total submissão a Alá. Os Muçulmanos adoram a Abraão, a quem chama de “lbrahim” como seu pai fundador, quem deu o exemplo de obediência e dedicação irrestrita.

O que os Muçulmanos pensam de Jesus Cristo? Essa é a questão. Bem, eles O aceitam como um profeta e professor, mas não como o Filho de Deus, o Salvador dos pecados. Assim como muitos devotos enganados ao redor do mundo, eles acreditam que podem se salvar por suas próprias boas obras.

Bem, já que os Muçulmanos rejeitaram a Jesus como o Messias, podem estar certos ao se considerar o povo escolhido do Céu? Por eles terem o sangue de Abraão, será que podem reivindicá-lo como seu pai espiritual? E quando ao povo Judeu que também rejeitou Jesus como o Messias? Eles não O adoram como um profeta. Podem os Israelenses se considerar o povo escolhido de Deus através do sangue de Abraão, apesar de rejeitarem o sangue de Cristo? Muçulmanos, Judeus e Cristos, todos horam o mesmo pai espiritual. Será que todos têm direitos iguais quanto a Abraão? Para saber isso, temos que voltar 4 mil anos no tempo e explorar as raízes de nossa religião.

O nome original de Abraão era Abrão e o nome de sua esposa era Sarai. Pela fé, Abrão e Sarai obedeceram ao chamado do Senhor, mudando-se de um lugar para outro, até finalmente se estabelecerem na Terra Prometida de Canaã. Depois de muitos anos de espera por um filho, eles decidiram tomar o problema nas próprias mãos, fora da vontade de Deus. Sarai teve uma ideia. Por que não tomar sua criada, Hagar, e ter um filho com ela? Abrão concordou. Hagar deu a ele Ismael, que os Muçulmanos honram como seu ancestral. Mas Deus se recusou a reconhecer o filho de Hagar como o herdeiro da promessa feita a Abraão através de Sarai.

Quando Ismael tinha 13 anos, finalmente, chegou o tempo do cumprimento do concerto. Isso foi na noite em que o Senhor chamou Abraão para fora da sua tenda e o mandou olhar as estrelas no céu do deserto. ”Assim serão seus descendentes” prometeu Deus. O Senhor disse a Abraão algo mais inesperado ainda: “E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai da multidão de nações te tenho posto” (GN, 17:5). Deus mudou o nome de Sarai para Sara, que quer dizer “mãe de muitas nações”. Foi preciso muita fé para Abrão e Sarai aceitarem seus novos nomes. Como poderia um homem de 100 anos e sua esposa de 90 anos, sem filhos, se considerarem pais de muitas nações? Humanamente falando, a ideia era tão desacreditada que Abraão “caiu sobre o seu rosto e riu” na presença de Deus.

Eventualmente, Abraão e Sarai aceitaram a promessa de Deus e sua fé foi contada como justiça. Note que Deus os havia declarado como pais –uma coisa que eles não eram. Mas, pela fé, aceitaram seus novos nomes, a despeito de Deus os haver chamado a representar o que eles não eram de fato.

Através da experiência de Abraão e Sara, podemos entender a fé exigida para o concerto. A fé salvadora envolve aceitação da declaração de Deus de algo que não somos. Quando nos arrependemos e cremos, o Senhor nos considera perfeitos através do sangue de Cristo, apesar de sermos indignos e impuros. A fé gerou fruto para Abraão e Sarai. Em pouco tempo, Isaque nasceu, o filho milagroso do concerto. E assim como a fé operou milagres para Abraão e Sara, a fé em Cristo operará milagres e vidas serão transformadas hoje.

Alcoólicos se tornarão sóbrios pela graça de Deus. Adúlteros se tornarão esposos dignos de confiança. Orgulhosos legalistas se tornarão humildes e felizes. Portanto, agora temos o passado das três religiões –Judaísmo, Islamismo e Cristianismo. Deus estabeleceu Seu concerto com Abraão através de Sara. Isaque foi o filho da fé através do qual o concerto foi cumprido. Ismael, o filho da carne, nasceu fora desse concerto de fé. No sentido mais verdadeiro, Ismael não era filho de Abraão. Afinal, ele não nasceu de Abraão, mas de Abrão, 13 anos antes do nome do patriarca ter sido mudado com base na fé. Portanto, o Islamismo, descendendo de Ismael, estava desqualificado, do concerto de Abrão desde o princípio. E os Muçulmanos, a despeito de seus elevados morais, ainda carecem do princípio da fé, necessário ao cumprimento do concerto. Embora o Islamismo ensine dedicação e entrega, ele rejeita o evangelho. A única esperança dos Muçulmanos se tornarem verdadeiros filhos de Abraão é participando da sua fé no Messias do concerto.

Enquanto ao povo Judeu? Pode ele reivindicar por direito Abraão como seu pai espiritual? Bem, essa pergunta surgiu nos dias de Cristo. Os fariseus não sentiam necessidade de Jesus, afirmando já terem garantido os favores de Deus como filhos de Abraão. Mas Jesus respondeu: “Se fôsseis filho de Abraão faria as obras de Abraão.” (Jo, 8: 39). Evidentemente, ter o sangue de Abraão, não é o bastante. O povo tem que obedecer ao concerto da fé como fez Abraão. Mas o que o povo escolhido de Deus fez com o seu Messias? Infelizmente, os Seus não O receberam. A nação de Israel crucificou o Messias.

Mas a misericórdia de Deus continuou. O Cristo ressurreto mandou Seus apóstolos primeiro às ovelhas perdidas da casa de Israel. Isso porque ainda restavam três anos e meio de oportunidade, segundo a profecia de Daniel, capítulo 9, para que a nação de Israel fosse confirmada ou não como escolhida para transmitir as “Boas Novas” de salvação ao mundo. Essa profecia se cumpriria em 34 d.C. O que Israel fez com seus últimos anos de graça? Milhares de israelitas aceitaram individualmente a Jesus, mas a nação em si selou sua rejeição ao concerto. Após apedrejar Estevão, o mensageiro de Deus, lançaram uma grande perseguição contra todos que cressem em Jesus. Por isso, os apóstolos declararam ser mister que “a vós se vos pregasse primeiro a Palavra de Deus, mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios.” (At, 13:46).

Jesus tinha alertado os líderes judeus de que isso aconteceria: “o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos.” (Mt, 21:43). Assim, as promessas do concerto foram tiradas da nação de Israel e dadas à Igreja Cristã. O povo judeu ainda é bem-vindo a aceitar Jesus como o Messias. Milhares têm feito isso e multidões o farão, de acordo com a profecia bíblica. Porém, o concerto de Abraão agora não pertence mais a uma nação em particular, mas aos crentes individuais de todas as procedências, judeus e não-judeus e isso é o que a Palavra diz em Gálatas: “E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa.” (Gl, 3: 29.) Todos aqueles que rejeitam  a fé no Messias do concerto se desqualificam com filhos espirituais de Abrão. Eles são na verdade filhos da carne, filhos de Abraão, juntamente com Ismael. Todos que compartilhar da fé de Abraão, não do seu sangue, para sermos o povo do concerto. 

Qual é a condição espiritual de Israel hoje? O ex-presidente Jimmy Carter falou de sua viagem a Israel em 1973, no fascinante livro que escreveu “The Blood of Abraham.” Ele diz que visitou vários Kibutzim, ou povoados judeus, perto do mar da Galiléia. num sábado, ele foi até a sinagoga local em uma comunidade de algumas centenas de pessoas e ficou chocado ao encontrar apenas dois fiéis presentes.

Mais tarde, quando Carter visitou a primeira ministra Golda Meir. A conversa foi sobre religião. Carter comentou sobre a falta de interesse espiritual dos israelenses. A primeira ministra concordou com sua observação, mas disse que não estava preocupada por causa dos judeus ortodoxos existentes. Ela acrescentou sorrindo: “Se assistir a uma sessão do Knesset (o parlamento israelense), o senhor os verá em ação e saberá que eles não perderam a fé”.

Certamente os judeus ortodoxos de Israel não perderam seu zelo. Mas você chamaria isso de fé? Fé no Messias do concerto? Se você alugar um carro e for às partes ultra ortodoxas de Jerusalém, no sábado, pode ser perigoso para sua vida. Os moradores de lá têm o hábito de atirar pedras nos carros cujos motoristas eles julguem estar quebrando “o dia santo de Deus”. E dois mil anos atrás, zelosos guardadores do sábado, naquela cidade, crucificaram Jesus pela mesma razão.

Em Mateus (12: 8), Jesus se proclamou o Senhor do sábado. Mas a tradição religiosa havia colocado tantos fardos de exigências sobre o sábado que Cristo se achava em contínuo conflito sobre o modo como Ele honrava esse dia.

Essa disputa sobre o sábado terminou finalmente na cruz, quando Israel rejeitou o Messias. Podemos tirar importante lição desse erro fatal: o zelo religioso não nos qualifica para a salvação. A moralidade sem a fé do concerto resulta em legalismo.

Devemos concluir tristemente que pouca coisa mudou em Israel desde o dia em que Jesus chorou pela impenitente Jerusalém e pronunciou esta triste frase encontrada em Mateus (23: 38): “Eis que a vossa casa vos ficará deserta”.

Muitos cristãos apontam para a nação de Israel como um milagre divino. Eles pensam que veem a mão de Deus cumprindo Seu concerto ali. Mas se lembre do Islamismo, a força religiosa que cresce mais rápido no mundo. Você ousaria dizer que a miraculosa ascensão do Islamismo é a prova de uma “bênção divina” sobre os Muçulmanos?

Talvez devêssemos observar melhor a situação de Israel. Não é exatamente uma terra onde emana leite, mel, paz e prosperidade. Desde seu inicio, em 1948, a nação sofre em constante estado de guerra. Sem a ajuda maciça e continua dos dólares americanos, Israel provavelmente não sobreviveria.

Mais grave, entretanto, do que qualquer outra coisa em Israel é a atitude religiosa. Os convertidos a Cristo são tratados como traidores e são até perseguidos. O governo desencoraja o evangelismo. Mas, por alguma razão, os cristãos ao redor do mundo não se preocupam muito com isso. Nós nos tornamos cegos pela política pró-Israel?

Segundo o editor de Evangelical Missions Quarterly (Missões Evangélicas Trimestrais): ”É perigosamente possível estamos tão enamorados pela terra (de Israel), e tão empolgados pela causa de Israel, que esqueçamos a desesperada cegueira espiritual que domina Israel hoje.” Quando muitos líderes de igreja viajam para Israel, mostram pouco interesse pelas condições espirituais de lá. Por quê? Sem dúvida, alguma coisa está errada com o entendimento popular da profecia bíblica.

De algum modo, temos que perceber que a verdadeira esperança de Israel não é a exploração militar, não é reconstruir seu templo perdido para a preparação do duelo na Ramagem. A única esperança deles é o arrependimento e a fé no Messias. E a mesma salvação em Jesus Cristo está igualmente disponível aos Muçulmanos, Budistas, Comunistas e a todos nós que cremos no Deus poderoso e bom.

Você já tomou sua decisão pessoal ao lado do Senhor Jesus Cristo como seu Salvador? A Paz de Cristo no seu coração mudará a sua vida completamente. O mesmo poder da fé do concerto que transformou Abraão e Sarai fará o milagre de lhe dará a vitória sobre o pecado. Dê uma chance para Jesus te conhecer. Você só vai ganhar com isso. Pense nisso.

                                                                                                           Autor M. P. S.             
                                   

                  

2 comentários:

  1. Se você transmitir essas instruções aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, nutrido pelas palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido no estudo teólogo. Você é uma pessoa maravilhosa, sempre empenhada em tudo o que faz e com certeza os seus objetivos serão plenamente alcançados.Um gde abraço.

    ResponderExcluir